terça-feira, 28 de julho de 2015

Sobre a entrevista no consulado

Sabe que não foi tão ruim?
Como já estudo alemão a um tempo, na real eu tive a sensação que foi só chegar, ter uma conversa banal e informal com alguém que fala alemão muito melhor que eu e se esforçava pra que eu a entendesse. Visto que o mínimo que precisa é o nível a1 e eu já devo ter quase b1, acredito que os entrevistadores do consulado estejam acostumados com pessoas de variados níveis.. o que facilitou muito.. 
Bom.. na realidade eu ouço muitos relatos de pessoas dizendo que eles fazem três perguntas e tal, mas como eu falei tudo em alemão com minha entrevistadora e como o meu entendimento da língua é bom, mas nem tanto, eu num saberia dizer quando começou e quando terminou a entrevista formalmente falando. Ela perguntou coisas como a idade das crianças, por que e por quanto tempo eu aprendo alemão, o endereço da casa na qual vou morar, quando eu pretendia viajar, se tinha seguro já ou não e, por fim, me mostrou uma lista com números de telefone e pediu pra eu ler um dos telefones (pra saber se eu sei ler números).. mas como nós já tínhamos falando de outras coisas e ela viu que eu sabia o que tava fazendo, ela quase leu os números por cima da minha leitura pra acabar logo e já me dispensou...
Agora eu acredito que seja só esperar o resultado do visto.. mas pelo que o cara falou, eu só não o receberei caso a família desista de ter au pair.. então eu posso me considerar praticamente com um pé na Alemanha.. hahaha!

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Existem algumas coisas agora que me perturbam as ideias.. e uma delas é a grana que terei de desembolsar com as passagens.. Gente, o que é isso? Por sorte eu tenho alguma coisa guardada, mas eu fico pensando como nós brasileiros estamos acostumados a NÃO viajar, pois é tudo muito caro, viajar é um luxo e ponto. É complexo pensar que muitas pessoas não podem viajar nem dentro do próprio país sem ser extorquido.. e ir pro exterior ainda.. vixi..

Além disso, o fato da moeda brasileira ser tão mais fraca que a européia é algo que pode, potencialmente, ser um problema.. espero que não, que corra tudo bem e que eu num precise nunca recorrer a ajuda de ninguém.. mas as vezes eu penso que lá eu vou ser um pessoa com muito menos recursos do que sou aqui e que isso acaba sendo uma situação meio incomoda.. mas tenho esperanças que sejam só preocupações mais ou menos fúteis e que meus problemas de verdade lá serão outros.. só chegando lá mesmo pra ver....

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